MAM60 e Franz Kracjberg

Local/Place Oca – Parque do Ibirapuera, São Paulo Ano/Year 2008
Realização/Realization MAM – Museu de Arte Moderna e Expomus Colaboração/Collaboration Nelson Naccache Arquitetura/Architecture Felipe Tassara Fotos/Photos Ding Musa

Em dezembro de 2008 o MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo comemorou seu aniversário de 60 anos com uma exposição panorâmica de seu acervo, exibindo mais de 500 obras de arte no edifício da Oca, no Parque do Ibirapuera. Em diálogo com esta exposição, uma mostra do artista Franz Kracjberg ocupou o subsolo do mesmo edifício. A arquitetura de Oscar Niemeyer inspirou a expografia de Felipe Tassara a criar paredes soltas e brancas, deixando o espaço fluido para que os trabalhos pudessem ser visualizados em diferentes ângulos e perspectivas.

O projeto de iluminação se aproveitou das superfícies brancas para criar planos iluminados homogeneamente que, além de exibirem os trabalhos de uma forma coerente com a proposta moderna de convivência entre arte e arquitetura, passaram a funcionar com anteparos para reflexão de luz criando uma ambientação difusa e sem sombras expressivas.

No segundo pavimento do edifício, onde não é possível fixar luminárias no teto, uma gigante casca branca, utilizamos as paredes expositivas como suporte para refletores de luz que iluminavam o teto, que refletia uma luz suave e difusa para o ambiente. Já no subsolo, a dramaticidade da obra de Kracjberg pediu uma luz mais pontuada, com nuances mais marcadas de luz e sombra.

In December 2008, the MAM – Museum of Modern Art of São Paulo, celebrated its 60th anniversary with a panoramic exhibition of its collection, displaying more than 500 works of art at the Oca building in Ibirapuera Park. In dialogue with this exhibition, a show by the artist Franz Kracjberg occupied the basement of the same building. Oscar Niemeyer’s architecture inspired Felipe Tassara’s expography to create loose white walls, leaving the space fluid for works to be viewed from different angles and perspectives.

The lighting project took advantage of the white surfaces to create homogeneously illuminated planes that, in addition to displaying the works in a coherent way with the modern proposal of coexistence between art and architecture, worked as light reflection screens to create a diffuse ambiance without expressive shadows.

On the second floor of the building, where it is not possible to fix lamps on the ceiling, a giant white bark, we used the exhibition walls as a support for light reflectors that illuminated the ceiling, which reflected a soft and diffused light to the environment. At the underground, the dramatic nature of Kracjberg’s work called for a more punctuated light, with marked nuances of light and shadow.