Galeria Casa Triângulo, 2016

Local/Place Casa Triângulo, São Paulo Ano/Year 2016
Colaboração/Collaboration Charly Ho Arquitetura/Architecture Metro Arquitetos Fotos/Photos Andrés Otero

O projeto de iluminação para a Galeria Casa Triângulo em São Paulo foi desenvolvido em intensa colaboração com a equipe de arquitetura e partiu dos conceitos que nortearam o projeto para criar soluções de iluminação com forte personalidade: a plenitude com que os materiais se agregam entre si para formar um conjunto. Nenhum material, forma ou acessório pode eclipsar o outro; tudo – incluindo os equipamentos de iluminação – deve ser percebido como parte visível e plena do todo. Esse foi o princípio que definiu todas as diretrizes do projeto de iluminação.

Os arquitetos propuseram uma fatia da fachada em policarbonato translúcido para que a luz natural entrasse de forma suave na galeria durante o dia, e à noite a galeria emanasse uma luz difusa.

O material sensível à luz parece carregar o peso do concreto da parte superior da fachada. A oposição poética de peso e leveza fica mais interessante à noite, quando o edifício parece repousar sobre um colchão de luz.

O interior todo branco da galeria é iluminado de forma difusa por luminárias com lâmpadas fluorescentes tubulares. Propositalmente aparentes, as lâmpadas formam um grid modular intercalado por trilhos eletrificados que podem receber projetores em LED para destacar obras de arte quando necessário.

Uma família de luminárias transparentes foi aplicada em todos os ambientes, funcionando até mesmo como arandelas, dentro do espírito de modulação dos elementos aparentes que compõem um conjunto.

The lighting project for the Casa Triângulo Gallery in São Paulo was developed in close collaboration with the architecture team and started from the concepts that guided the project to create lighting solutions with a strong personality: the fullness with which the materials aggregate with each other to form a unit. No material, shape or accessory can eclipse the other; everything – including lighting fixtures – must be perceived as a visible and full part of the whole. This was the principle that defined all the guidelines of the lighting project.

The architects proposed a translucent polycarbonate façade so that natural light would softly enter the gallery during the day, and at night the gallery would give off a diffused light.

The light sensitive material seems to carry the weight of the concrete from the top of the facade. The poetic opposition of weight and lightness is most interesting at night when the building seems to rest on a light mattress.

The all-white interior of the gallery is diffusedly lit by luminaires with tubular fluorescent lamps. Purposely apparent, the lamps form a modular grid interspersed with electrified rails that may support LED projectors to highlight artwork when needed.

A family of transparent luminaires has been applied in all environments, within the spirit of modulation of apparent elements that make up a set.