31ª Bienal Internacional de São Paulo ‒ Como falar de coisas que não existem

Local/Place Pavilhão da Bienal, São Paulo Ano/Year 2014
Realização/Realization Fundação Bienal de São Paulo Colaboração/Collaboration Fundação Bienal de São Paulo Arquitetura/Architecture Oren Sagiv e Anna Helena Villela Fotos/Photos Ding Musa

A maior exposição de artes plásticas da América Latina, ocupou, de setembro a dezembro de 2014, o pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Concebido pelo arquiteto israelense Oren Sagiv, o projeto expográfico tira proveito da permeabilidade espacial do edifício de Oscar Niemeyer para privilegiar a visão simultânea das obras. Da mesma maneira, o projeto de iluminação extrai da arquitetura as diretrizes principais para criar a luz da mostra.

No pavilhão, a luz natural é abundante junto aos caixilhos, mas a sua intensidade diminui à medida que se caminha para o grande vazio central que integra os três pavimentos. Neste sentido, o projeto de iluminação buscou o oposto ao intensificar a luz artificial na área das rampas, onde a luz destacava os planos verticais que favoreciam a leitura espacial do edifício em profundidade.

O desafio foi atender às necessidades específicas de cada um dos 84 artistas, sem perder o conceito unificador do projeto.

The largest art exhibition in Latin America, was held from September to December 2014, the Biennial Pavilion, in Ibirapuera Park, São Paulo. Conceived by Israeli architect Oren Sagiv, the expographic project takes advantage of the spatial permeability of Oscar Niemeyer’s building to privilege the simultaneous view of the works. Similarly, lighting design draws from the architecture the main guidelines for creating the show lights.

In the pavilion, natural light is abundant near the windows, but its intensity decreases as one moves towards the large central void that integrates the three floors. In this sense, the lighting project sought the opposite by intensifying artificial light in the ramp area, where the light highlighted the vertical planes that created the spatial perception of the building in depth.

The challenge was to meet the specific needs of each of the 84 artists, without losing the unifying concept of the project.